Eder Medeiros

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Éder Rodrigues Medeiros, brasileiro, nasceu em 1985, em Tubarão/SC. Vindo de uma família de músicos, começou a tocar bateria como diversão aos 10 anos de idade (1995). Sua primeira bateria foi improvisada com almofadas e caixas de leite, com a qual se divertia tocando com seu pai, que já tocava profissionalmente.
Sua segunda bateria era improvisada com latas de tinta, seus pratos eram de chapa de aço com arrebites, onde já conseguia tocar alguns ritmos.

Sua primeira banda foi montada aos 11 anos de idade (1996) onde tocava músicas da época como: Capital Inicial, TNT e Mamonas Assassinas.
No início suas principais influências foram bateristas de diversas bandas como: Rush, Iron Maden, Metallica e Guns n`Roses.
Aos 12 anos de idade (1997) ganhou sua primeira bateria profissional tocando com bandas de rock, pagode, além de acompanhar seus pais tocando músicas católicas na igreja e em eventos comunitários.

Foi participando de eventos católicos que recebeu sua primeira proposta para tocar profissionalmente e receber alguma remuneração pelo seu trabalho. A proposta surgiu aos 14 anos de idade (1999), por intermédio de amigos que acompanhavam um Padre músico chamado Pe. Edson, que por sua vez, fazia shows em toda região. A partir daí, os trabalhos foram surgindo, alguns Shows, Missas, Gravações e até apresentações em programas de TV.

Foi fazendo seu nome com bastante humildade, respeito e seriedade que com 16 anos (2001) recebeu uma outra proposta para trabalhar em uma banda de baile. A banda chamava-se “Stigma”, que com uma agenda lotada e uma ótima estrutura, tocava covers da música sertaneja, pagode e pop rock.

Já trabalhando profissionalmente, e muito decidido a seguir carreira, aos 16 anos (2001) resolveu procurar um professor qualificado para que pudesse tomar algumas Aulas de Bateria e aprimorar seus conhecimentos. Estudou pouco mais 2 anos com Cristiano Forte/RS, apropriando-se de muitas informações importantes para sua habilidade profissional. Aprendeu a ouvir boa música e descobriu grandes bateristas de reconhecimento mundial como: Dave Weckl, Virgil Donati, Kiko Freitas e muitos outros.

Com 18 anos (2003) fundou sua banda “Haze”, onde tocava covers de seu gosto da época como Dream Theater, Angra e Helloween. A banda apresentava-se em diversos lugares, sendo o mais importante deles a abertura do Workshop do baterista Aquiles Priester (Hangar) em Criciúma/SC para mais de 150 músicos bateristas.

Começou a lecionar aulas particulares de bateria, onde ensinava exercícios de nível iniciante e intermediário, chegando a ter até 15 alunos.
No mesmo ano, após a saída da banda “Stigma”, foi contratado para trabalhar em uma das maiores bandas da região sul chamada Bandativa, na qual ganhou grande experiência por tocar ao lado dos melhores músicos da região, e por poder participar da abertura de shows de bandas como Nazareth, Creedence, CPM22, Kid Abelha, Titãs, Reação em cadeia, Babado Novo, etc.

Em dezembro de 2005, teve sua primeira participação em Workshop de Bateria. Foi convidado por seu professor a realizar a abertura do evento ocorrido em Criciúma/SC, o qual contou com dois grandes bateristas renomado nacionalmente.

No mesmo ano, a convite do seu professor, participou de um Workshop na cidade de Itajaí/SC.

Em junho de 2006, organizou, juntamente com seu parceiro de eventos Marcos Giraldi, o Workshop do baterista Aquiles Priester/SP (Hangar) em Tubarão/SC, sendo este evento prestigiado por aprox. 250 pessoas. Em novembro deste mesmo ano realizou, juntamente com seu parceiro Alexandre Fornasa, o Master Class com Marcelo Moreira/RS (Burning In Hell) em Braço do Norte/SC.

Em setembro de 2006, participou do Festival de Música de Itajaí/SC, onde estudou sobre música brasileira durante uma semana e assistiu a vários shows da MPB e Jazz. O Professor da Oficina de Bateria era o grande baterista Edu Ribeiro/SP.

Paralelo à estes trabalhos, sempre buscou aperfeiçoar seus conhecimentos em aulas e cursos relacionados à música e ao seu instrumento. Estudou a partir de 2006 com grandes bateras como: Marquinhos Fé/RS (Frank Solari), Edu Ribeiro/SP (Chico Pinheiro), Aquiles Priester/SP (Hangar), Carlos Ezequiel/SP(Solo) e participou de vários Workshops e Master Class em toda região.
Colaborou com a fundação da Associação dos Músicos do Vale Braçonortense (A.M.V.B), com intuito de realizar eventos de música na região, tendo o apoio de amigos, alunos e da prefeitura local. Além disso, é Membro/Fundador da Escola de Música Acordes e Rufos de Braço do Norte/SC.
Em maio de 2007, organizou, juntamente da A.M.V.B, um Workshop com o Baterista Elóy Casagrande/SP (André Mattos). Em julho deste mesmo ano, realizou um Workshop com o Guitarrista Kiko Loureiro/SP (Angra). Ambos os eventos ocorreram em Braço do Norte/SC, tendo um público de aprox. 150 pessoas.

Também em 2007, participou do 1ª Festival Odery e Modern Drummer, Concurso Nacional de Bateristas, onde foi classificado para ficar entre os 10 bateristas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em Novembro se apresentou no Concurso em Porto Alegre/RS, mas infelizmente não obteve a classificação para a próxima etapa.

Em março de 2008, organizou, juntamente da A.M.V.B, um Workshop com o Baterista Zé Montenegro/RS, na cidade de Braço do Norte/SC, onde realizou a abertura do Workshop tocando alguns temas instrumentais.

Em abril do mesmo ano, organizou, novamente com seu parceiro Marcos Giraldi, um Workshop com o baterista Aquiles Priester/SP. Ainda em 2008, promoveu um Master Class para seus alunos com este mesmo baterista em Tubarão/SC.

Em agosto, juntamente da A.M.V.B, organizou um Workshop com o Baixista do Zimbo Trio, Itamar Collaço/SP, em Braço do Norte/SC, onde o acompanhou tocando alguns temas instrumentais da Música Brasileira e alguns Standards de Jazz.

Em setembro, participou mais uma vez do Festival de Música de Itajaí/SC, onde estudou sobre música brasileira durante uma semana e assistiu a vários shows da MPB e Jazz. O Professor da Oficina de Bateria daquele ano foi Carlos Ezequiel/SP.

Também em setembro, viajou a São Paulo para participar da Expomusic 2008, onde fez a visita ao seu Patrocinador de Baquetas Liverpool, adiquirindo muitas informações sobre Música, Instrumentos Musicais e Tecnologia.

Em outubro, realizou um sonho, foi convidado a dar uma entrevista na maior revista especializada em bateria do mundo, chamada Modern Drummer. Sua entrevista foi publicada em uma página inteira na revista.
Segue abaixo a entrevista completa:
MD: Você acha que ser filho de um músico o influenciou e o ajudou escolher a bateria como instrumento?
Éder: Sem dúvida que houve influencia por nascer em uma família de músicos. A musica faz parte de mim e da minha vida desde pequeno. A paixão pela bateria veio de uma forma natural, eu assistia vídeos na televisão, assistia alguns amigos tocar, eu achava aquilo fascinante. Logo já comecei a tocar em “Air Drums” e a partir daí não parei mais.
MD: Comparando uma banda de baile com um trabalho autoral, percebemos que uma das diferenças é que em uma gig se ganha dinheiro e na outra se investe. Você faz os dois tipos de trabalhos, com a Bandativa e com o guitarrista Marco Oliveira. Comente um pouco sobre esses dois mundos.
Éder: Em banda de baile você está ali para tocar as musicas que o publico alvo de festas estão querendo ouvir, e essas músicas já estão prontas, você faz cover dela, você não tem um foco em um estilo, tem que estar preparado pra tudo, claro que sempre tocando e pensando do seu jeito, mas não fugindo muito do que já está pronto, do contexto musical. Já um trabalho autoral você pode ir além, inovando, expondo suas próprias idéias, tocando temas que exigem muito mais de você, e para isso tem que investir muito em estudos, aulas e ter a mente aberta. É uma forma de realização pessoal e musical.
MD: Como surgiu a idéia da criação da Associação dos Músicos do Vale Braçonortense e qual o seu propósito?
Éder: A idéia surgiu de um grupo de amigos ligado à música, que percebeu uma grande deficiência de eventos musicais como workshops, shows, masterclass de artistas nunca apresentados na região. Foi com essa idéia que conseguimos reunir um pessoal e montar uma Associação ligada à música. Com isso contamos com o apoio governamental, apoio da prefeitura local e de muitos parceiros. A Associação vem realizando inúmeros eventos com propósito de promover cada vez mais apresentações artísticas e também dando oportunidades à músicos da região, além de que, com o dinheiro arrecadado nos eventos, a Associação destina essa verba para o ensino de música para crianças carentes, dando grande oportunidade para que eles possam ter um grande futuro com a arte e não nas ruas.
MD: O que o levou a iniciar na carreira de educador musical e o que você pensa sobre a importância da teoria musical na bateria?
Éder: Primeiro de tudo a paixão pela bateria, em segundo, a vontade de poder passar conhecimento às pessoas interessadas, mostrando o quanto é fascinante ser baterista. Poder ser a ponte entre o aluno e o instrumento, mostrando o amplo caminho teórico e prático que é necessário para se ter um bom embasamento musical. Porque o professor nada mais é do que um orientador, dá um empurrãozinho, dá o caminho, o resto o aluno tem que correr atrás e por em prática os conhecimentos adquiridos nas aulas, e com tempo caminharão com suas “próprias pernas”.
MD: Quais são os fundamentos que você indica para um baterista que procura aperfeiçoar sua técnica. O que você estuda para atingir seus objetivos?
Éder: Dedicação, paciência, perseverança, horas de estudos, muita prática. Não é sentar e sair tocando, tem que treinar muito para ter uma boa técnica, algo que soe natural e confortável. A prática nos leva a novos desafios, o que antes era difícil, praticando se torna natural. É uma busca incansável de novas idéias, frases, grooves, tudo isso com o propósito da música, nunca esqueça dela. Levo uma rotina diária de estudos, é importante praticarmos todos os dias. Na minha rotina, faço meus rudimentos, sempre focando minha técnica, limpeza e velocidade, pratico minhas frases, exercícios, ouço e assisto muita coisa importante para que eu possa absorver algo de bom, toco com playbacks e por aí vai. É importante fazer aulas, ter um bom professor para que possa estar te dando o melhor caminho. Agradeço muito às pessoas que me deram esses caminhos, que são em especial: Cristiano Forte (SC), Marquinhos Fê(RS) e Aquiles Priester(SP).
MD: O que você considera executar uma música com musicalidade?
Éder: Tenho como se a musicalidade fosse a emoção da musica. Poder tocar e passar algum sentimento através dela, essa transmissão de emoção eu vejo como musicalidade. Você só consegue transmitir isso se tocar com o coração.
MD: Quais as dicas que você pode dar para se obter um groove sólido?
Éder: Toque! Não se preocupe em muitas notas, não tente provar nada pra ninguém. Toque com o coração, escute sua banda, seu baixista principalmente. Toque junto, nunca toque sozinho!

Em junho de 2009 participou do Batuka! International Drum Fest, evento realizado pela baterista Vera Figueiredo/SP, onde foi selecionado entre mais de 250 bateristas no Brasil para ficar entre os 4 melhores do concurso. A primeira seleção ocorreu por DVD´s enviados à comissão julgadora do evento. A apresentação ao vivo dos finalistas foi dia 18 de Julho de 2009 no Auditório Ibirapuera em São Paulo/SP. Estavam presentes no evento um grande público de músicos, principalmente Bateristas e nos jurados estavam Dinho Gonçalves/SP, Zoro/USA e Clayton Cameron/USA.

Novamente em Setembro, viajou a São Paulo para participar da Expomusic 2009, onde fez a visita ao seu Patrocinador de Baquetas Liverpool e adquiriu muitas informações sobre Música, Instrumentos Musicais e Tecnologia.

Em Março de 2010, após 7 anos de permanência, desligou-se da Bandativa, banda na qual muito o ajudou a se tornar um músico profissional, com experiência, competência, caráter, musicalidade, por tocar em grandes eventos e trabalhar com músicos extremamente profissionais.
Novamente em Março, foi o vencedor do concurso RMV e Revista Batera, cujo o tema era: “A RMV e Revista Batera duva que você ganhe esta super bateria. A seleção foi feita através de vídeos enviados para a comissão julgadora, onde era composta por 3 grandes nomes da bateria brasileira: Maurício Leite, Walter Lopes e Régis Tadeu. Para maiores informações:www.revistabatera.com.br

Em 2011, sua carreira de workshops pelo país se consolidou após conseguir o apoio dos grandes parceiros: as baterias Prime e o os pratos Meinl. Foram vários workshops nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná… Workshops nos quais continuam se realizando até os dias de hoje.
Em março deste mesmo ano, lançou o primeiro CD de sua banda chamada Dragon’s Cry. Um trabalho de estilo power metal, riquíssimo em detalhes técnicos e melódicos. O CD é intitulado Prophecies. A banda vem se apresentando em diversos locais na região Sul do País.
Em julho de 2011, novamente foi classificado para o Concurso Batuka! Festival. Foi finalista dentre mais de 250 bateristas em uma seleção nacional.

Em setembro do mesmo ano, esteve na feira da música Expomusic agora desta vez para se apresentar no stand de uma das marcas que o patrocina: a Prime.

Em julho de 2012 desligou-se da banda Dragon’s Cry, ingressando no trabalho com o músico Sandro Rios onde faz shows por toda Região Sul do país.

Em janeiro de 2013 esteve na maior feira de música do mundo chamada THE NAMM SHOW onde foi uma grande experiência por estar ao lado de ícones da música mundial.
Em Julho teve aulas com Virgil Donati em Porto Alegre.
Em Setembro do mesmo ano esteve na Expomusic em São Paulo.

E os trabalhos de Éder seguem ativos… ver Atualmente.

Atualmente:

• Leciona aulas particulares de bateria em seu estúdio em Tubarão/SC, em Braço do Norte/SC na Escola Acordes e Rufos tendo mais de 60 alunos particulares;
• Leciona Workshops em todo o país;
• É membro integrande da banda Sandro Rios;
• Atua em gravações em Estúdio;
• Estuda diariamente sempre em busca do aperfeiçoamento no seu instrumento;
• Recebe o apoio das Baquetas Liverpool / Baterias Prime / Pratos Meinl.

Liverpool 2016.

Desenvolvimento GETCON.